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O Acidente Vascular Cerebral é uma lesão que ocorre ao nível do cérebro por interrupção do fornecimento de sangue. Esta interrupção priva este órgão de oxigénio e nutrientes que lhe são fundamentais, como por exemplo, a glucose. A interrupção do fornecimento de sangue ao cérebro pode ocorrer de duas formas distintas, que definem o tipo de AVC:

  1. Hemorragia cerebral (AVC hemorrágico): há uma ruptura dos vasos sanguíneos e derrame de sangue no tecido cerebral, o que provoca uma lesão. As principais rupturas ocorrem em consequência de um aneurisma.

  2. Isquemia cerebral (AVC isquémico): ocorre uma interrupção da circulação sanguínea numa dada região do cérebro. Existem 3 causas principais: 1) trombose: coágulo ou trombo bloqueia o fluxo sanguíneo; 2) embolia: êmbolo é levado de um vaso sanguíneo maior para um vaso menor, onde se acomoda; 3) arterosclerose: os canais dos vasos sanguíneos ficam mais estreitos porque há um acumular de gordura nas paredes, o que pode fazer com que fiquem bloqueados.

Existem diversos sinais que indicam a ocorrência de um AVC, que podem ser distintos consoante a área cerebral afetada:

  • dores de cabeça com ou sem vómitos;

  • tonturas, confusão mental;

  • fraqueza ou paralisia de um dos lados do corpo;

  • dormência súbita e acentuada de qualquer parte do corpo;

  • assimetria facial (ou seja, um dos lados da cara fica diferente do outro);

  • perturbações visuais, incluindo uma perda súbita de visão;

  • dificuldades da marcha, incluindo uma marcha cambaleante ou instável;

  • problemas de coordenação nos braços e nas mãos;

  • discurso arrastado ou incapacidade para falar;

  • desvio súbito dos olhos numa direcção;

  • convulsões (crises epilépticas);

  • respiração irregular;

  • adormecimento, coma.


De acordo com a área cerebral afetada, o AVC pode traduzir-​se em diferentes sintomas cognitivos. Os mais frequentes são:

  • Alterações sensoriais;

  • Alterações na percepção: por exemplo, apraxia — não conseguir programar uma sequência de movimentos — e agnosia — incapacidade de reconhecer objectos familiares e lhes dar uma função;

  • Alterações na linguagem: afasia — perturbação da formulação e compreensão da linguagem;

  • Processamento lento da informação – demorar mais tempo a resolver um problema ou exercício;

  • Desorientação – não saber localizar-​se no espaço, sentir-​se perdido quanto ao dia ou mês em que estamos…

  • Défices de atenção – não ser capaz de estar atento a determinada tarefa;

  • Perda de memória – esquecer-​se das coisas, não conseguir fixar informação nova…

  • Alterações na capacidade de planeamento, flexibilidade mental e organização – não ser capaz de planear tarefas, lidar com acontecimentos novos e imprevisíveis, gerir planos…

  • Alterações no humor – sentir-​se mais irritado, deprimido, passar de um estado de ânimo a outro com frequência…

A Reabilitação Neuropsicológica tem uma função importante em ajudar o paciente a lidar com estas alterações, através de estratégias de treino de competências que têm como objetivo recuperar e compensar os défices cognitivos e, sobretudo, tornar o paciente mais funcional na sua vida diária. Nestas estratégias o paciente é incentivado a concentrar-​se, raciocinar, tomar decisões, entender o discurso e expressar sentimentos e pensamentos.

No Instituto do Desenvolvimento pode encontrar a Consulta de Neuropsicologia que pode dar um contributo muito importante na avaliação e recuperação das funções cognitivas afetadas após o AVC.

LEMBRE-​SE:

Deve prevenir a ocorrência do AVC mantendo um estilo de vida saudável (prática de exercício físico, alimentação saudável e não-​adoção de comportamentos de risco como o tabagismo) e consultando regularmente o médico.

Se sofrer ou conhecer alguém que tenha sofrido um AVC, procure um serviço especializado de Neuropsicologia, para avaliar os défices existentes e auxiliar na sua recuperação!

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Hoje, dia 22 de outubro, assinala-​se o Dia Internacional da Consciencialização para a Gaguez.

A gaguez é uma perturbação da comunicação, que afeta o indivíduo que gagueja, assim como os respetivos interlocutores, os quais frequentemente, demonstram dificuldades em saber como lidar com as características do discurso do primeiro. Na gaguez, a fluência do discurso encontra-​se alterada, com presença de pausas, bloqueios, repetições, prolongamentos de sons/​sílabas, ou mesmo, de palavras. De acordo com a Stuttering Foundation (2013), a etiologia da problemática é multifatorial, envolvendo a interação de fatores genéticos, desenvolvimentais, neurofisiológicos e fatores relativos à dinâmica familiar.

Contudo, importa distinguir os conceitos de gaguez e de disfluência, que surgem, por vezes, como sinónimos. A disfluência é apenas uma parte da gaguez, existindo outras, não menos importantes. Uma delas são os comportamentos/​emoções negativos que podem estar associados à gaguez, tais como medo, vergonha, ansiedade, evitamento, isolamento, depressão. Estes podem não ser uma causa ou consequência direta do facto de haver disfluência e não têm de fazer parte das características psicológicas destas pessoas. Na gaguez, coexistem comportamentos secundários, tais como, alguma tensão física, existência de comportamentos não verbais, nomeadamente, motores (piscar de olhos, contorções faciais, movimentos de cabeça). Esquematicamente, por analogia a um iceberg (Hicks, 2003), a gaguez seria algo como a imagem apresentada abaixo.

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De facto, as características da disfluência constituem a parte visível e nem sempre representativa do todo que é a gaguez.

A gaguez afeta a qualidade de vida e a participação do indivíduo em atividades sociais. Ao efetuar uma análise ecológica, pode afetar o indivíduo na sua dimensão física, psicológica e social, podendo condicionar, por exemplo, a escolha de uma profissão.

Se uma criança é disfluente será necessariamente gaga?

A disfluência é comum em crianças dos 3 aos 5 anos, que desenvolvem diariamente o seu vocabulário, que possuem uma construção cada vez mais complexa de enunciados e que aprendem a articular corretamente todos os fonemas da língua. Isto requer mais tempo e preparação do discurso, pelo que poderão surgir algumas hesitações, reformulações, repetições e pausas preenchidas, utilizadas por todos os seres humanos, quando querem adquirir alguns segundos extra para formular melhor as ideias/​pensamentos. Esta alteração da fluência desaparece espontânea e completamente, portanto, se persistir, os pais devem procurar a ajuda de um Terapeuta da Fala, para avaliação mais cuidadosa da situação.

Algumas estratégias a utilizar na fase em que a criança apresenta uma disfluência mais acentuada são:

- Dar tempo para a criança falar, demonstrando disponibilidade;
- Proporcionar momentos de conversação, sem transmitir a sensação de “pressa”;
- Não terminar as frases que a criança está a produzir;
- Demonstrar interesse genuíno no que a criança pretende partilhar;
- Valorizar os seus aspetos mais positivos, elogiando-​a;
- Relativizar a situação, referindo que nem sempre o discurso dos adultos é completamente fluente (na verdade, nunca é 100% fluente).

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A Hidroterapia é uma técnica que utiliza a água como objeto terapêutico. O corpo emerso em água aquecida pode vivenciar situações, estímulos e sensações únicas contribuindo assim para a habilitação e reabilitação do indivíduo. A hidroterapia conduz a uma melhor saúde e bem-​estar físico e mental, estando destinada a todas as pessoas.

A água pode ser vista como meio terapêutico em ambiente de lazer. Quando se trata de uma criança, a conjugação destes dois meios é uma abordagem valiosa. Estudos demonstram que a hidroterapia é um instrumento relevante na intervenção com crianças com perturbação do desenvolvimento sensório-​motor para melhorar o seu potencial em várias áreas. Fornece muita estimulação visual, auditiva e táctil e proprioceptiva através dos receptores da pele, devido aos efeitos da turbulência, calor e pressão hidrostática. Fornece também uma melhoria ao nível da respiração, um maior controlo do equilíbrio e controlo rotacional e vários efeitos psicológicos, tais como o aumento da auto-​estima e a sensação de bem-​estar.

A água é um bom meio para promoção de atividades com crianças, permitindo oportunidades de movimento e estímulos sensoriais, que não são possíveis fora dela. A terapia que decorre no contexto aquático denomina-​se hidroterapia. Consiste numa terapia na qual a estimulação se faz através da água, dentro de uma piscina em que a criança começa a receber sensações produzidas pela água e esta permite diminuir tensões e melhorar a sua relação do corpo com o meio. No Instituto do desenvolvimento pode-​se fazer na companhia dos pais/​cuidadores, de modo a permitir um maior contacto entre os dois, reforçando uma importante relação afectiva.

No Instituto do Desenvolvimento, os terapeutas ocupacionais, baseiam-​se nos princípios de Halliwick, abordagem desenvolvida por James McMillan em 1949, que guiam a intervenção terapêutica no meio aquático com enfoque, não só nas necessidades e competências de desempenho da criança, mas também nos seus interesses durante as sessões terapêutica. Ométodo ultrapassa carácter recreativo e de independência na água, mas permite a promoção de competências de ajustamento à água, rotações, controlo do movimento da água, e ajuda no desenvolvimento do equilíbrio e do controlo da postura, importantes nas crianças com perturbação do espectro do autismo. A água oferece oportunidades estimulantes para alguns movimentos que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios no solo e além disso, o meio aquático fornece uma sensação de bem-​estar. É uma abordagem holística, e o sentimento de realização quando dominam a arte é enorme. As crianças com perturbação no desenvolvimento sensório-​motor (paralisia cerebral, perturbação do espectro do autismo, trissomia 21, etc.) promovem confiança, auto-​estima e interação social.

O Instituto do desenvolvimento tem nas suas instalações uma piscina interior, com temperatura, da água e do ambiente, adequada a prática da Hidroterapia, realizada de forma individual com privacidade quer no meio aquático como no balneário.

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Idades mais avançadas estão associadas a um declínio ligeiro no nosso funcionamento cognitivo. O nosso processamento mental fica mais lento e a quantidade de informação que conseguimos memorizar é menor. No entanto, estas limitações não devem interferir de forma significativa no nosso dia a dia. Quando estas dificuldades começam a interferir na execução das tarefas diárias ou quando outras funções cognitivas são afetadas devemos procurar a ajuda de um profissional de modo a estudar a presença de uma síndrome de défices cognitivos, mais conhecida por demência. A demência pode ter causas reversíveis (e.g., falta de vitaminas, desidratação) ou não reversíveis (e.g., doença de Alzheimer, doença de Parkinson, Esclerose Múltipla). Em ambos os casos sua detecção precoce é essencial para aumentar os benefícios da intervenção farmacológica e cognitiva.

Demência de Alzheimer: sinais de alerta

Quais são os sinais de alerta a que devemos estar atentos?

Lapsos na memória

Esquecer algo que lhe foi dito há pouco tempo, não conseguir fixar informação nova (e.g., uma notícia ou um livro), esquecer datas importantes…


Desorientação temporal

Sentir-​se “perdido(a)” quanto o dia, mês, ano em que se encontra

Alterações no humor

Maior irritabilidade /​ou apatia
Diminuição no interesse das tarefas

Limitações progressivas na realização de atividades diárias

Dificuldades em gerir o dinheiro (e.g., fazer pagamentos, trocos)
Lapsos na toma de medicação
Erros na realização de cozinhados
Dificuldades em viajar sozinho(a)
Imprecisões na condução


Se apresenta algum deste sinais ou conhece alguém que os apresente contacte um profissional da área da neuropsicologia. Ele avaliará o seu funcionamento cognitivo e fará o encaminhamento para a especialidade mais indicada.

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Watsu® ou Water-​Shiatsu® é uma técnica de hidroterapia profundamente relaxante criada na Califórnia por Harold Dull em 1980. Os movimentos são combinados com massagens e pressões em pontos de acupressão fundamentados no Zen-​Shiatsu, enquanto se flutua o utente numa piscina com água a 3435 graus.

O Watsu utiliza a leveza do corpo na água para libertar a coluna vertebral, mobilizando articulações, facilitando os alongamentos musculares suaves de modo alternativo aos utilizados em terra. Estes movimentos rítmicos, similares a uma dança, são executados em harmonia com a respiração no intuito de despertar a regeneração de corpo e mente.

A técnica utilizada no Watsu não se revê exclusivamente no toque. A forma de contato que o trabalho na água requer, permite uma conexão muito profunda com o utente, sobretudo pelo acompanhamento da cadência respiratória e o fluxo natural do corpo. O sentimento de “presença”, confiança e liberdade de movimentos combinados com os benefícios terapêuticos da água aquecida, permitem uma abordagem que pode influenciar todos os níveis do nosso ser.

O Watsu® está a ser incorporado em programas de tratamento de terapia aquática em hospitais, clínicas de reabilitação e centros em todo o mundo. Há um entusiasmo muito significativo entre médicos e terapeutas com os benefícios imediatos e de longo prazo.

BENEFÍCIOS IMEDIATOS COM A PRIMEIRA SESSÃO:

— Reequilíbrio dos fluxos energéticos;


— Reequilíbrio emocional e mental;


— Aumento da amplitude de movimento;


— Relaxamento muscular;


— Alívio de tensão e dores articulares;


— Diminuição da espasticidade;


— Diminuição generalizada da dor crónica.


BENEFÍCIOS A LONGO PRAZO APÓS VÁRIAS SESSÕES:

— Reequilíbrio estrutural dos fluxos energéticos;

— Reequilíbrio estrutural das emoções e mente;

— Melhoria nos padrões de sono;

— Melhoria das funções do sistema imunitário;

— Diminuição muito significativa da dor física crónica e da dor emocional;

— Diminuição da ansiedade e prolongamento dos períodos harmónicos.



FREQUENTEMENTE RECORREM À TECNICA DE WATSU®
PESSOAS COM:

— Fibromialgia

— Dor crónica

— Espondilite anquilosante

— Insónia e Depressão

— Lesões musculoesqueléticas

— Stresse físico, mental e emocional

— Stresse pós-​traumático

— Hiperatividade

— Artrite e reumatismo

— Paralisia cerebral

— Parkinson

AVC

— Entre outros.


Os efeitos do Watsu conduzem à melhoria das funções do sistema nervoso parassimpático, ocorrendo de forma percetível alterações fisiológicas por todo o corpo. Estas alterações podem incluir:

— Diminuição da frequência cardíaca;

— Harmonização da cadência respiratória;

— Aumento da vasodilatação periférica;

— Harmonização das funções do sistema musculoesquelético;

— Diminuição da atividade do sistema reticular;

— Reforço da resposta do sistema imunitário.



OUTROS BENEFÍCIOS REFERIDOS POR PACIENTES INCLUEM:

— Ampliação da consciência corporal;

— Maior sensibilidade, subtileza e perceção;

— Maior vitalidade e qualidade de vida;

— Maior flexibilidade.

No Instituto do Desenvolvimento a técnica de Watsu é integrada nas sessões de hidroterapia, sendo um complemento às restantes técnicas de relaxamento em meio aquático.

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A entrada no 1º Ciclo é sempre uma altura importante para as crianças e para os seus Encarregados de Educação. É um momento de mudança, de desafios e de expectativas, no qual são necessários atenção e orientação redobradas por parte dos adultos, no sentido de facilitar a adaptação dos novos estudantes ao novo contexto.

O ingresso na escolaridade obrigatória representa um passo crucial para o desenvolvimento da criança e um dos maiores desafios que enfrenta numa idade precoce. A adaptação ao 1º Ciclo implica que experienciem situações diferentes, pelo que se mostra necessário que procedam a uma mudança no seu comportamento e atitude para se adequarem às exigências do seu novo papel. Esta adaptação terá que ser a vários níveis e a várias situações, nomeadamente a novos espaços, tarefas, rotinas, regras horárias, novos colegas, professores, auxiliares, nova gestão de sala de aula e novos modelos de ensino, focalizados em conteúdos académicos e baseados em programas oficiais.

Quer tenham frequentado o ensino Pré-​Escolar ou não, as características de uma Escola e em particular de uma sala de aula, são muito diferentes de tudo aquilo que a criança experimentou até esse momento.

No 1º Ciclo, o ensino é global e visa o desenvolvimento de competências básicas em Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio. Com a implementação da escola a tempo inteiro, as Escolas promovem atividades de enriquecimento curricular, nomeadamente o Apoio ao Estudo, o ensino do Inglês, a atividade física e desportiva, o ensino da música e de outras expressões artísticas.

Nesta fase de transição, caracterizada naturalmente por alguma ansiedade quer da criança, quer do seu Encarregado de Educação, existem 3 aspectos que estes devem promover e considerar essenciais para ajudar as suas crianças a lidar com este processo:

- Conhecer as diferenças e as mudanças na entrada para o 1º Ciclo

- Estar atento às reações da criança e apoiá-​la e orientá-​la

- Mostrar serenidade e confiança face à Escola

Principais diferenças e mudanças entre o Pré-​Escolar e o 1º Ciclo

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Sinais de dificuldade no processo de transição

Durante a fase inicial da transição podem acontecer algumas das situações abaixo descritas, que apesar de não serem agradáveis, se não se prolongarem no tempo não devem ser motivo de alarme:

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Durante muito tempo as crianças com Necessidades Educativas Especiais viveram a exclusão escolar. Quando se tratava de deficiências severas, as crianças eram normalmente inseridas em instituições ou não iam à escola, permanecendo fechadas em casa com as suas famílias. Com o passar dos anos considerou-​se essencial instruir todas as crianças em ambiente escolar inclusivo. Surge, então, a Educação Especial baseada no lema “Escola para todos”.

A Educação Especial surge da necessidade das escolas regulares atenderem às necessidades de todas as crianças. A Educação Especial abrange todos os alunos que, quer por deficiência física, motora ou mental, ou por problemas cognitivos e de aprendizagem, não conseguem acompanhar o ensino regular e por isso têm que ter uma “Educação Especial”, sendo inseridos nas Necessidades Educativas Especiais.

Todos os alunos têm necessidades educativas, no entanto, existem casos em que as necessidades se revestem de contornos muito específicos, exigindo a intervenção de apoios especializados. É aqui que entra a Educação Especial com apoios especializados para os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). A Educação Especial visa responder às necessidades educativas especiais dos alunos com “limitações significativas ao nível da actividade e da participação, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter permanente”.

A legislação que regulamenta a Educação Especial é, sobretudo, o Decreto-​Lei nº3/​2008, de 7 de janeiro, onde de definem os apoios especializados a prestar nos estabelecimentos de ensino público e privado.

Entre esses apoios especializados estão as medidas educativas que permitem uma adequação no processo de ensino e de aprendizagem:

a)Apoio pedagógico personalizado

b)Adequações curriculares individuais

c)Adequações no processo de matrícula

d)Adequações no processo de avaliação

e)Currículo específico individual

f)Tecnologias de apoio

A medida educativa “currículo específico individual” (ou CEI) pressupõe alterações no currículo comum podendo haver introdução, substituição e/​ou eliminação de objetivos e conteúdos, em função das necessidades do aluno. Esta é a única medida educativa que causa algumas restrições no percurso escolar futuro do discente. O aluno que beneficie desta medida não poderá prosseguir estudos superiores, nem terá certificado de conclusão do ano ou do curso que esteja a frequentar. O aluno fará o seu percurso numa vertente mais prática, com atividades de cariz mais funcional (poderá mesmo aprender uma profissão) visando a sua transição pós-​escolar.

Qualquer uma das outras medidas educativas já mencionadas permitem ao aluno prosseguir um percurso escolar igual ao dos seus pares.

Apesar de tudo, a escola não consegue dar resposta a todos os alunos com NEE, quer pela limitação de recursos humanos, quer pela limitação ao nível legislativo que impede a aplicação dos apoios especializados a todos os alunos, nomeadamente aos que apenas têm dificuldades de aprendizagem.

EDUCAÇÃO ESPECIALNO INSTITUTO DO DESENVOLVIMENTO

Neste seguimento, a Educação Especial funciona também em gabinete, tal como acontece com outras especialidades. O Instituto do Desenvolvimento surge como resposta para estes casos que não obtêm acompanhamento na escola.

Inserida numa vasta equipa multidisciplinar, a Educação Especial no ID intervém prestando Apoio Pedagógico Personalizado a crianças e jovens com todo o tipo de problemáticas. O Apoio Pedagógico Personalizado inicia-​se com uma avaliação especializada para, posteriormente, se definir a intervenção mais adequada ao perfil da criança ou jovem. Essa intervenção tem como objetivo principal melhorar o desempenho escolar do aluno. Todo este processo decorre sempre em articulação com a família e com a escola.

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QUAIS OS SINAIS DE ALERTA A TER EM ATENÇÃO PARA CONSULTAR UM TERAPEUTA OCUPACIONAL?

Estes podem ser alguns sinais de alerta para a existência de uma Disfunção de Integração Sensorial, no entanto devemos recordar-​nos que não têm que ocorrer todos em simultâneo para o diagnóstico. Alguns sinais podem existir e não constar desta lista ou a criança pode apresentar algumas destas características sem estarmos perante uma perturbação do desenvolvimento.Observando algumas destas características ou comportamentos nas crianças, significa que o dia-​a-​dia dela pode ser mais difícil de passar do que para outras crianças, e isso irá afetar a sua participação em contexto escolar. Ajude essas crianças, procurando um terapeuta ocupacional com técnicas e estratégias para melhorar o seu sucesso académico e desempenho diário geral. É importante notar que muitas crianças apresentam estas características e comportamentos podem ou não necessitar de intervenção da Terapia Ocupacional (TO), portanto, é importante consultar um Terapeuta Ocupacional.

1. A criança é um espectador ou observador no parque infantil e raramente brinca de forma independente.

2. A criança tem má postura quando sentada numa cadeira e durante situações de estar sentada sem suporte, como por exemplo, durante na rodinha a criança rola ou a movimentar-​se muito no chão.

3. A criança tem dificuldade em andar em linha (ex: fila para a casa de banho) ou estar perto de outras crianças (ex: recreio). Parece ficar irritada com toque de outras pessoas, mas muitas vezes toca ela nas coisas.

4. A criança escolhe frequentemente o mesmo jogo ou atividade familiar e evita aprender novas atividades motoras ou jogos.

5. A criança evita atividades de motricidade fina. Tem dificuldade em manipular objetos pequenos, utilizar tesouras, demonstra uma preensão anormal do lápis, ou as suas mãos cansam-​se facilmente durante as tarefas de motricidade fina. Ao escrever, pode pressionar o papel com demasiada força ou leveza.

6. A criança parece ter mais dificuldade do que seus colegas a vestir o casaco, calçar e atar os sapatos e abotoar a roupa.

7. A criança tem dificuldade em fazer jogos de construção, montar puzzles ou encontrar um objeto específico na sala de aula.

8. A criança, frequentemente, corre de encontro às coisas na sala de aula, cai no chão ou choca propositadamente com objetos e pessoas.

9. A criança tem mais problemas do que seus pares a escrever no caderno, manter a mesa e pastas organizadas e terminar as tarefas a tempo.

10. A criança corre riscos excessivos e frequentemente demonstra pouca consciência de segurança.

11. Cai/​tropeça com frequência, dificuldade em controlar os movimentos do corpo.

12. Dificuldade em executar as competências esperadas para a idade;

13. Não explora os objetos de forma esperada para a idade;

14. Não consegue vestir as diferentes peças de roupa;

15. Dificuldade em permanecer sentado durante a realização de atividades;

16. Dificuldade em organizar-​se num ambiente ruidoso;

17. Não executa tarefas de forma organizada, quando solicitado;

18. Não consegue escrever o próprio nome e/​ou frases, salta linhas quando escreve/​lê;

19. Dificuldade em relacionar-​se com os outros colegas.

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A Integração Sensorial é o processo neurológico que organiza a informação proveniente do nosso corpo e do mundo que nos rodeia de modo a usá-​la no dia-​a-​dia.

Desde pequenos que aprendemos a experienciar o mundo através dos nossos sentidos. Apesar de normalmente ensinarmos às nossas crianças a existência de cinco sentidos – paladar, tacto, olfacto, visão e audição – existem na verdade outros sentidos que são muito importantes para o nosso funcionamento no mundo. Um desses sentidos dá-​nos informação sobre a posição do nosso corpo – propriocepção – e outro ajuda-​nos a manter o equilíbrio ou permanecer de pé contra a força de gravidade – vestibular. Estes sentidos ajudam-​nos a manter o equilíbrio, a coordenar os movimentos da cabeça com o dos olhos, a usar o dois lados do corpo em simultâneo, a sentir a direção e a velocidade dos movimentos a a mantermo-​nos numa dada posição contra a força da gravidade.

O cérebro interpreta as várias informações sensoriais que chegam do corpo e do ambiente para que possamos prestar atenção, aprender, planear e estar organizados. Este é o processo da Integração Sensorial.

A verdade é que para a maioria das crianças, a integração sensorial desenvolve-​se no curso da infância nas atividades do dia-​a-​dia mas, para outras, a integração sensorial não se desenvolve tão eficazmente como deveria e nestes casos, um sem-​número de problemas no desenvolvimento, na aprendizagem e na regulação o comportamento podem tornar-​se evidentes no desempenho da criança. Para alguns pais, o momento em que percebem que o comportamento descontrolado ou insatisfatório exibido pelos seus filhos pode indicar um problema mais profundo é angustiante

COMO É APLICADA A INTEGRAÇÃO SENSORIAL?

No Instituto do Desenvolvimento, os terapeutas ocupacionais, baseiam-​se nos princípios da Teoria da Integração Sensorial de Jean Ayres que guiam a intervenção terapêutica com enfoque, não só nas necessidades e competências de desempenho da criança, mas também nos seus interesses durante as sessões terapêuticas.

A intervenção ocorre numa abordagem individualizada e num contexto de brincadeira, de maneira a permitir que a criança desenvolva competências de um modo divertido e motivante (automotivante).

O terapeuta ocupacional proporciona apenas o auxílio necessário para que as dificuldades sejam ultrapassadas pela própria criança com um grau adequado de sucesso.

A abordagem de Integração Sensorial é essencialmente centrada na família. No Instituto do Desenvolvimento, para que a intervenção seja o mais eficiente possível, a família é ativamente envolvida, numa troca constante de informação relativa as reações da criança, nas várias situações do seu dia-​a-​dia, para ajudar a compreender melhor a criança, conduzindo, assim, a uma intervenção mais eficiente.

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Trata-​se de uma Perturbação do neurodesenvolvimento que resulta de alterações no funcionamento do sistema nervoso. É crónica, evolui ao longo da vida, com diversa etiologia (fatores genéticos, biológicos, ambientais). A sua prevalência varia entre 3% a 7% na população infantil onde 30% a 50% progridem para a idade adulta. Carateriza-​se por um défice ao nível das funções executivas, que afeta a capacidade de planear e organizar as tarefas. A labilidade emocional, irritabilidade e baixa resistência à frustração são também frequentes.

Principais Caraterísticas

Desatenção
• Dificuldade em regular a atenção
• Relutância em iniciar atividades que requerem concentração
• Interrupções frequentes
• Demora em concluir as tarefas
• Dificuldades de organização e planeamento
• Parece não ouvir o que é dito

Impulsividade
• Respostas desajustadas
• Dificuldade em adiar a resposta e o reforço
• Dificuldades de inibição do comportamento
• Dificuldade em antecipar consequências


Agitação Motora
• Atividade motora excessiva em relação ao que era esperado para a idade
• Dificuldade em permanecer sentado, sossegado ou calado
• Tendência para falar de forma rápida e excessiva
• Agitação mental incessante (mais visível na adolescência e idade adulta)

Sinais de Alerta

Os sinais de alerta aqui enumerados não têm, por si só, carácter diagnóstico mas, se presentes e persistentes ao longo do tempo, remetem para a necessidade de avaliação especializada

Idade Pré-​escolar

CASA
• Realização de birras intensas mas pouca duração
• Necessidade de supervisão constante

ESCOLA
• Dificilmente supervisionadas nas salas
• Dificuldade em esperar pela sua vez

CRIANÇA
• Dificuldade ao nível do autocontrolo
• Atitudes agressivas com outras crianças
• Dificuldade em partilhar e em brincar de forma cooperativa
• Baixa tolerância à frustração/​“não aceita perder”
• Tendência para culpabilizar os outros das suas atitudes/​comportamentos
• Não têm noção do perigo
• Nível elevado de atividade motora
• Temperamento explosivo

Idade Escolar

CASA
• Não colaboram nas tarefas de casa
• Necessitam de muita supervisão nas atividades diárias
• Birras mais frequentes do que crianças da mesma idade
• Quartos, roupeiros… desorganizados

CRIANÇA
• Dificuldade ao nível do autocontrolo
• Intrusivos na relação com os pares
• Facilidade em fazer amigos, mas dificuldade em mantê-​los
• Sentimentos de incompetência

ESCOLA
• Dificuldade em esperar pela vez, adiar a resposta e gratificação
• Falar em excesso
• Levantar-​se e andar pela sala sem autorização
• Dificuldade em seguir instruções, persistir nas tarefas e terminá-​las
• Dificuldade em manter a atenção nas tarefas
• Dificuldade em cooperar ou pedir ajuda
• Dificuldade em antecipar consequências


Adolescência

CASA
• Apresentam maiores conflitos na relação pais-​filho
• Dificuldade em gerir e organizar rotinas

CRIANÇA
• Oposição e desafio ao adulto
• Tendência para baixa autoestima
• Dificuldade no relacionamento social
• Dificuldade na gestão do dinheiro /​semanada
• Dificuldade no cumprimento de horários/​gestão de tempo
• Fraca adesão à medicação
• Tendência para ter experiências de risco
• Baixa tolerância à frustração/​Temperamento explosivo|

ESCOLA
• Desmotivação ou fraco empenho nas atividades
• Dificuldade na construção/​organização de textos ou respostas
• Material sujo/​desleixado
• Falta de métodos de estudo: planeamento, monitorização e autoavaliação
• Comete erros por distração


Adultos

Casa/​Trabalho
• Baixa tolerância à frustração
• Frequentes acessos de mau génio
• Dificuldade em organizar, iniciar e terminar tarefas
• Parece incapaz de estabelecer prioridades
• Noção distorcida do tempo
• Esquece compromissos ou chega atrasado(a)
• Frequentemente perde objetos (telemóvel, chave do casa ou do carro, chapéu de chuva, pastas)
• Inicia projetos entusiasticamente mas acaba poucos
• Dificuldade em manter relações afetivas e empregos estáveis
• Já foi despedido ou o próprio se despediu várias vezes

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Consulte um Terapeuta da Fala se verificar Sinais de Risco

EM IDADE PRÉ-​ESCOLAR:

Assinalar se o risco estiver presente

06 Meses

- Não reage a estímulos sonoros

- Não sorri nem estabelece contacto ocular

- Não vocaliza

612 Meses

- Não manifesta intenção para obter objectos ou a atenção dos outros

- Não reage a sons familiares

- Não produz ou não imita sons

- Não brinca nem estabelece contacto

1218 Meses

- Não tem iniciativa para comunicar

- Não aponta pra objectos pedidos, nem para os pedir

- Não mostra interesse ao que a rodeia nem quando lhe falam

- Não cumpre ordens simples

- Não reage ao seu nome

- Não disse a primeira palavra

- Não brinca ao faz de conta

1824 Meses

- Apresenta um vocabulário muito reduzido, de 46 palavras

- Não faz frases com duas palavras

- Não identifica objectos familiares

23 Anos

- Não faz frases com 23 palavras

- Produz palavras que ninguém compreende

- Não cumpre ordens com dois comandos

34 Anos

- Não mostra interesse quando lhe contam uma história

- Tem dificuldades em compreender pedidos/​recados e/​ou em compreender frases mais complexas (que envolvam noções de tempo e quantidade)

- Não produz frases com 45 palavras

- O discurso é pouco estruturado e não é compreendido por todos

- Não faz perguntas do tipo: Porquê? Como? Onde? Quando?

- Usa mais gestos do que palavras para se fazer entender

45 Anos

- Omite e/​ou troca sons nas palavras

- Apresenta um discurso incompreensível

- Tem dificuldades em contar acontecimentos do seu dia-​a-​dia

56 Anos

- Não produz frases complexas

- Apresenta um discurso mal estruturado e sem conteúdo

- Omite ou troca sons nas palavras

- Continua a gaguejar depois dos 5 anos

EM IDADE ESCOLAR

- Tem problemas de rendimento escolar

- Tem dificuldade em associar o som à letra correspondente e vice-​versa

- Não realiza, sem ajuda, as tarefas propostas pela(o) professor(a)

- Tem dificuldades em manter um tema de conversa e/​ou contar uma história ou um acontecimento

- Tem dificuldades de interacção com os colegas

EM QUALQUER IDADE, INCLUINDO ADULTOS

- Tem dificuldades em mastigar e em engolir alimentos

- Baba-​se ou engasga-​se com frequência

- “Fala pelo nariz”

- “Fala à sopinha de massa”

- Respira pela boca apesar de não ter o nariz obstruído

- Demonstra receio de falar por medo de gaguejar

- Fala muito, muito rápido e muito alto

- Apresenta uma rouquidão persistente

- Apresenta dificuldades actualmente em compreender o que lhe é dito ou em expressar-​se coerentemente, quando no passado não evidenciava essas dificuldades

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Para que os nossos jovens com SA tenham uma bom resultado académico é necessário dar-​lhes algumas estratégias e criar-​lhes algumas condições especificas.

A minha proposta é que os testes de avaliação sejam adaptados às suas características. Apresentamos algumas estratégias fáceis de aplicar e que farão toda a diferença.

Fichas de avaliação

Os testes para uma criança/​jovem com Síndrome de Asperger deve ter a seguinte estrutura:

  • Letra tamanho 14;
  • Espaçamentos de 2;
  • Utilizar vocabulário simples;
  • Fazer perguntas diretas;
  • Utilizar verdadeiros e falsos, sem ratoeiras;
  • Não utilizar metáforas ou parábolas;
  • Delimitar a matéria por grupos;
  • Nas perguntas com texto, fazer resposta orientada. Por exemplo: preenchimento de espaços, associação, justificação de expressões e/​ou afirmações ;
  • A numeração das perguntas deve ser destacada.
  • Fornecimento de imagens (grandes) e pistas visuais, quando as perguntas não forem de resposta direta;
  • Utilização de esquemas;
  • Restrição ao mínimo do número de linhas a usar; de preferência não utilizar perguntas de resposta aberta;
  • Deve haver tolerância para a sua caligrafia.

Para mais informações contacte-​nos para o nosso Núcleo de Autismo. Deixe as suas questões!

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Muitos de nós já ouvimos falar em Dislexia. Mas nem todos conhecemos claramente o seu significado e as suas especificidades.

Quando falamos em dislexia, falamos de numa “dificuldade de aprendizagem específica de origem neurológica. É caracterizada por uma dificuldade na correção e/​ou fluência na leitura de palavras e fraca competência ortográfica. Estas dificuldades resultam de um défice na componente fonológica da linguagem, que é inesperada em relação às outras competências cognitivas e às condições educativas proporcionadas. Secundariamente podem surgir dificuldades a nível da compreensão da leitura, uma reduzida experiência leitora, o que pode condicionar o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais. Os estudos demonstram que as crianças com dislexia processam a informação em áreas diferentes do cérebro comparativamente com os indivíduos sem dislexia” (The Internacional Dyslexia Association, 2002; National Institute of Child Health and Human Development, 2002; Lyon, Shaywitz, & Shaywitz, 2003).

Esta definição integra algumas das características importantes quando fazemos o diagnóstico de dislexia. A primeira, muito importante, é que para ser feito o diagnóstico, a criança tem de ter um nível de funcionamento intelectual normal ou acima da média (caso contrário, as dificuldades advêm de outras problemáticas que não a dislexia). Outra característica refere-​se ao facto de as dificuldades poderem interferir negativa e acentuadamente na aprendizagem escolar.

Alguns sinais de alerta

  • Pré-​escolar

- atraso no desenvolvimento da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente;

- apresentou alguns sinais de problemas na linguagem durante o seu desenvolvimento (nomeadamente em pronunciar determinados sons);

- revelou dificuldades em construir frases lógicas e com sentido;

- apresentou dificuldades em memorizar e acompanhar rimas e lenga-​lengas e revelou dificuldades nas atividades que envolviam rimas;

- revelou dificuldades nas atividades que requeriam consciência fonológica (ou seja, dificuldades em perceber que os sons se podem dividir em bocadinhos mais pequenos);

- apresentou dificuldades em seguir rotinas;

- manifestou dificuldades em realizar algumas tarefas motoras (agarrar numa colher, chutar uma bola, atar os sapatos).

  • Primeiro ciclo do ensino básico

- lentidão na aprendizagem inicial da leitura e escrita;

- dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas;

- a velocidade da leitura é significativamente abaixo do esperado para a sua faixa etária: muitas vezes apresenta uma leitura silabada ou por soletração;

- apresenta dificuldades acentuadas na leitura de onde se evidenciam características como: alterações e falhas nos processos de descodificação grafema/​fonema e/​ou na leitura automática de palavras;

- dificuldades na compreensão dos textos que resultam da fraca capacidade leitora. Esta compreensão é melhorada quando as história são ouvidas e não lidas pelo/​a próprio/​a;

- dificuldades na fluência, precisão e compreensão leitora;

- a escrita pode surgir com muitos erros ortográficos;

- dificuldades em seguir e realizar corretamente determinadas ordens ou instruções mais complexas que envolvam várias tarefas diferentes a serem executadas sequencialmente;

- demora muito tempo na realização dos trabalhos de casa;

- distrai-​se com bastante facilidade perante qualquer estímulo. Os seus períodos de atenção são mais curtos nas tarefas que envolvam a leitura e a escrita ;

- apresenta sinais de cansaço nas tarefas de leitura e escrita;

- os seus resultados escolares não são congruentes com a sua capacidade intelectual;

- manifesta dificuldades em recordar informações verbais;

- apresenta dificuldades nas disciplinas de língua estrangeira;

- manifesta falta de interesse pelos livros impressos;

- apresenta dificuldades em noções temporais (ontem/​hoje/​amanhã; antes/​agora/​depois);

- fuga às actividades que envolvam leitura.

Quando deve ser feito o despiste?

- O momento mais aconselhado para a realização de um diagnóstico de dislexia é o 3.º ano de escolaridade. No entanto, é possível identificar características que podem indicar um possível diagnóstico em anos mais precoces. Caso essas características existam, é fundamental que se dê início a uma intervenção frequente e eficaz que possa treinar as áreas onde a criança revela maiores fraquezas. Esta intervenção será vital por duas razões: a primeira para as crianças que embora possam apresentar algumas características que integram o diagnóstico de dislexia, não são crianças disléxicas (uma intervenção precoce poderá ajudar à eliminação de quaisquer dificuldades); a segunda, para as crianças que possam de facto vir a ser diagnosticadas com dislexia, uma intervenção precoce será preciosa para minimizar as dificuldades e a adquirir estratégias que as ajudem a ultrapassar as suas dificuldades. Um diagnóstico e/​ou intervenção tardia verá as suas hipóteses de recuperação muito minimizadas.

Medidas educativas

Os alunos diagnosticados com dislexia podem ter medidas educativas ao abrigo do artigo 16.º do Decreto– Lei 32008. Esta diagnóstico terá que ser feito até ao 6.º ano do 2.º ciclo do ensino básico.

Intervenção

Os alunos com dislexia devem usufruir de um acompanhamento psicopedagógico especializado na área, frequente e direcionado para as dificuldades específicas do/​a aluno/​a.

Uma intervenção adequada e atempada pode efetivamente trazer resultados muito positivos, diminuindo os problemas associados às dificuldades específicas na leitura e escrita.

Algumas curiosidades

Sabia que:

- Em Portugal foi observada uma prevalência de 5,4% de crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico (Vale et al. 2011);

- Há uma maior frequência de casos no sexo masculino

- Aproximadamente 30% a 40% dos irmãos de crianças com dislexia apresentam de forma mais ou menos graves a mesma perturbação

- A criança apresenta um risco de cerca de 50% de ter dislexia, caso o seu pai tenha a mesma perturbação

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