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A Fibrose Quística (FQ), denominada também de mucoviscidose, é uma doença genética autossómica recessiva que atinge principalmente crianças e indivíduos de raça caucasiana e tradicionalmente é conhecida pela tríade de sintomas no trato pulmonar, digestivo e nas glândulas sudoríparas.
As manifestações clínicas evidenciadas na maioria das pessoas com FQ envolvem alterações pulmonares, digestivas e nas glândulas sudoríparas. Dentre as manifestações clínicas respiratórias mais comuns, pode-se citar a sinusite, bronquite, pneumonia, bronquiectasia, fibrose e cor pulmonale (insuficiência cardíaca), podendo evoluir para a falência pulmonar. Devido ás alterações relacionadas com a proteína CFTR, as secreções tornam-se mais espessas, dificultando a sua eliminação e, em alguns casos, aumenta a susceptibilidade às infecções e às respostas inflamatórias persistentes, também poderá ocorrer diminuição do clearance mucociliar, contribuindo para o aparecimento das manifestações clínicas anteriormente citadas.
A pessoa com FQ geralmente apresenta baixo peso e estatura comparativamente com pessoas da sua idade, e cansaço ao tossir. Uma deformidade comum é o tórax em barril, devido ao acometimento pulmonar.
Os objectivos gerais da fisioterapia na pessoa com Fibrose Quística são o esclarecimento da patologia e dos aspectos fundamentais a ter em consideração para que possa ter uma melhor qualidade de vida nomeadamente:
- educação respiratória,
- manter ou melhorar a força dos músculos respiratórios e da função pulmonar,
- promover o condicionamento físico e o desempenho motor,
- prevenir e corrigir possíveis deformidades torácicas e posturais.
A intervenção terapêutica incide essencialmente na Fisioterapia respiratória, nomeadamente, nas manobras de higiene brônquica para promover a eliminação do excesso de secreção que se acumulam, reduzindo o risco de complicações respiratórias.
A principal finalidade do tratamento é a promoção da qualidade de vida, possibilitando ao doente a capacidade de realizar as suas actividades diárias de forma funcional e o mais independente possível, tendo em conta que a Fibrose Quística é uma doença crónica.


















