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A — Filha de paciente de com cancro da próstata

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Em 2007, numa consulta onde lhe foi exigido uma série de análises ao sangue, foi constatado um PSA muito alto. O assunto viria a ser encaminhado para o médico que ao tempo o assistia, novas análises e valores de PSA altos, com muita delicadeza a médica que assistia o meu Pai viria a dizer-​lhe que seria melhor o seu encaminhamento para o IPO para termos a certeza se seria ou não cancro (benigno e maligno).
No IPO do Porto o meu Pai foi sujeito a todos exames com o objetivo de ser saber o que realmente teria, Cancro da Próstata, dito de uma forma frontal e sem meias palavras.
O meu Pai, sai do consultório com o olhar triste e a brotar lágrimas pela cara, diz “A minha Sentença» Revoltei-​me contra mim própria e contra Deus, Questionei-​me, porquê ao meu Pai e porquê a Mim?
Em meados de janeiro de 2009, a sua capacidade de locomoção é posta em causa, começam os tratamentos de quimioterapia, sessões e mais sessões, mas como lutador que era, fez as sessões todas, nas consultas de grupo as notícias nunca eram animadoras, mas como forte que o Meu Querido Pai que era, fomos todos lutando. De janeiro até abril de 2009, o seu estado foi-​se agravando, muitas foram as vezes que o auxiliei na sua dura batalha pela vida, a ida à casa de banho tornava-​se complicada, começou a depender de uma cadeira de rodas para ver a luz do dia e apanhar uns ares de sol. Confesso que muitas foram as vezes que chorei sozinha e implorava a Deus que curasse o Meu Pai.
A 10 de Fevereiro de 2009, nasceu o meu filho com 36 semanas, a partir daqui comecei a viver com duas realidades a vida /​morte.
Em Abril desse mesmo ano o meu Pai entra em estado terminal, deixa de andar, mas nunca desiste dos tratamentos… A 15 de junho de 2009 dá entrada no hospital para os seus 10 dias finais, revoltado, triste, mas sempre consciente do que se estava a passar, mas sempre com vontade de viver, não sei teve muitas dores e se as teve sabia como as camuflar, sempre que eu chegava perto dele queria uns miminhos nos seus pés e na sua cabeça.
Recordo-​me na véspera da sua partida, em estado de completa agonia… não aguentei ao ver a sua aflição, fugi… chorei e questionei-​me porquê a mim!!!!
Após a sua morte, comecei a ler artigos sobre o cancro e hoje vejo que é a nossa realidade, Uma doença que não escolhe idades, nem estratos sociais.

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