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I — Familiar de uma mulher com cancro do pulmão

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Tudo começou com umas gripes mal curadas, que nunca mais passavam, dores de cabeça terríveis, que só passavam quando metida num quarto escuro, metida na cama sem ouvir nada nem ninguém.
Numa manhã o meu sogro acompanhou-​a à clínica para fazer o TAC, só que para nosso espanto, no mesmo dia ligaram a dizer que no exame tinham detetado anomalias e mais nada disseram.
No dia a seguir o meu sogro foi levantar o exame e levá-​lo ao médico, que poucas horas depois ligou a dizer para ele ir ter com ele o mais rápido que conseguisse, aí começamos todos a pensar o pior.
Passadas duas horas o meu sogro chegou a casa e disse a mim e ao filho “a mãe tem cancro, aqui está a carta para irmos para o S.João para realizar mais exames”.
Foi para o S. João, fizeram alguns exames, mas viram que a origem do cancro não era na cabeça, mas sim que o que havia na cabeça eram metástases.
Entretanto descobriu-​se de onde vinha o “bichinho”, como ela dizia, era um cancro do pulmão com metástases cerebrais e que estava a progredir a grande velocidade.
Neste momento sentimos muito medo, mas não podíamos demonstrá-​lo, pois ela não merecia, foi sempre uma guerreira.
Em Março de 2014 começa-​mos a nossa jornada pelo IPO, foi aí que a minha sogra pronunciou pela primeira vez a palavra cancro pela primeira vez, como ela disse, “agora caiu-​me a ficha, tenho mesmo cancro”.
Na primeira consulta foram passados mais e exames e mais tarde foi chamada par as consultas de grupo, a consulta de grupo de cancro do pulmão grau 4 na qual lhe disseram que iam realizar tratamentos de forma a ajudá-​la, começando por radioterapia cerebral.
A queda de cabelo foi muito difícil, porque ela era muito vaidosa e perder o cabelo foi muito mau.
Houveram mudanças na minha vida, tive que adaptar a minha vida, ao nível do trabalho, porque ela só me tinha a mim, mas fiz sempre o que podia e o que não podia.
Um dia ao virar-​se na cama, ela partiu o fémur, o maldito cancro tinha chegado aos ossos. Começou a fazer quimioterapia, o pior tinha acontecido, também tinha afetado o intestino e o estômago.
Muita coisa mudou cá em casa durante 3 meses, toda a gente aqui em casa ajudou, até a minha princesa com 4 anos na altura queria ajudar.
No dia do meu aniversário ela foi a primeira a dar-​me os parabéns, não se esqueceu.
Na manhã desse dia fui trabalhar com medo que me ligassem, a dar alguma notícia isso aconteceu, o meu marido ligou às 9:00 a dizer que a mãe não estava bem e realmente ela não reagia a nada nem ninguém, estava toda suja com fezes, a minha pequena a assistir a tudo, foi horrível, não chorei porque tinha que ser forte, era o alicerce naquela casa.
Os bombeiros levaram-​na para o Hospital de Penafiel, porque podia não chegar com vida ao IPO, porque os sinais vitais dela estavam muito fracos. Quando estava mais estabilizada pedimos par ir par o OPO, por causa da experiência dele com este tipo de situações.
Dia 25 de Dezembro a minha filha foi-​lhe mostrar as prendas que o pai natal lhe deu e ela ficou muito feliz, assim foi o seu último sorriso.
Dia 28, fomos vê-​la, mal respirava, mesmo com o oxigénio no máximo e estava com uma cor que não sei explicar horrível, horrível. O meu sogro, eu e o filho agarramos a mão dela e ela suspirou, um suspiro de alívio.
Assim foi, o maldito cancro tinha vencido.

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