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A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurológica progressiva, caracterizada por bradicinesia (lentidão anormal dos movimentos), tremor de repouso, rigidez, instabilidade postura e alterações da marcha.
O início do quadro clínico ocorre geralmente entre 50 e 70 anos de idade. Contudo, podem-se encontrar pacientes com início da doença mais precoce, antes dos 40 anos e até mesmo, antes dos 21 anos de idade. Mesmo antes do diagnóstico de DP ter sido confirmado por um neurologista, a maioria das pessoas com a doença começa a ter consciência de que a sua marcha é mais lenta que o habitual e com passos mais pequenos. O risco de queda é muito maior nesta população e tornam-se muito frequentes, obrigando a pessoa a procurar um serviço de saúde. As quedas com fratura associada são a causa mais comum de atendimento hospitalar nos doentes com parkinson e têm consequências devastadoras, sendo estas acompanhadas por sintomas de dor, redução da mobilidade e elevados níveis de ansiedade e stress. Para além disso, provocam também uma diminuição na realização de diversas actividades, pelo medo da queda, comprometendo a qualidade de vida e predispondo a uma redução secundária na força muscular e na capacidade cardiovascular.
Os sinais e sintomas associados a esta doença são:
• Dificuldade de memória, surgimento de problemas cognitivos, demências e dificuldades de raciocínio;
• Depressão e alterações emocionais (medo, ansiedade, perda de motivação, entre outras);
• Dificuldades com a deglutição;
• Problemas e distúrbios de sono;
• Fadiga excessiva e prostração;
• Dor, seja numa área específica ou em todo o corpo;
• Disfunção sexual;
Os estudos realizados com esta problemática têm demonstrado que:
• A intervenção terapêutica (Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Psicomotricidade e Terapia da Fala) associada ao tratamento medicamentoso tem o potencial de reduzir os sintomas da DP e melhorar a qualidade de vida;
• As pessoas com DP, através da realização de exercícios físicos orientados por profissionais de saúde, podem melhorar o seu estado de humor, bem– estar e incapacidade motora causada pela doença.
• As necessidades emocionais e psicológicas do paciente e da família devem ser abordadas com um acompanhamento periódico;
• O tratamento precoce numa fase inicial da doença possibilita a atenuação das alterações da articulação da fala;
• Um curto período de reabilitação multidisciplinar pode aumentar a mobilidade.
As alterações e limitações resultantes da doença diminuem a capacidade da pessoa em participar em atividades sociais nos vários contextos da sua vida. Os profissionais da área acreditam que a intervenção terapêutica deverá começar tão cedo quanto o estabelecimento do diagnóstico, para prevenir a atrofia muscular, a fraqueza, a capacidade de exercício reduzida e a demência.
No Instituto do Desenvolvimento dispomos de um conjunto de valênciascom o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa com DP, nomeadamente, a Neurologia, a Neuropsicologia, Neurocirurgia, Psicologia Clínica, Sexologia, Mindfulness, Fisioterapia, Hidroterapia, Pilates Clínico, Psicomotricidade, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala, Acupuntura, Osteopatia, entre outras.


















