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A medicina tradicional chinesa (MTC) baseia-se num sistema de análise de sinais e sintomas especificos, de forma a criar um diagnóstico sobre o estado funcional vegetativo do corpo. A acupuntura é apenas uma das técnicas de tratamento utilizadas pela medicina tradicional chinesa. Baseia-se na inserção de agulhas em pontos especificos de um conduto, com o objetivo de equilibriar o estado funcional vegetativo do corpo e a sua energia vital – o qi. A acupuntura não é muito dolorosa. Sentirá uma pequena picada no ponto punturado e, após a inserção da agulha, não sentirá qualquer sensação de desconforto. A MTC pode ser útil nas diferentes fases do tratamento do cancro da mama nomeadamente antes da cirurgia, durante a quimioterapia, durante a radioterapia e hormonoterapia.
Durante a quimioterapia são frequentes efeitos secundários como a fadiga extrema, insónias, problemas de concentração e memória, alterações digestivas e intestinais como nauseas, vómitos e obstipação. Em linguagem muito simplificada utilizada pela MTC, a quimioterapia enfraquece a capacidade de executar trabalho – o qi – produz alterações ao nivel dos componentes sanguineos como globulos brancos e vermelhos - o xue — e altera a concentração e o equilibrio emocional — o shen. Através da acupuntura é possivel atuar sobre estes efeitos secundários diminuindo-os de forma significativa. Estudos recentes comprovam que a acupuntura possui efeitos muito possitivos na manutenção dos niveis de globulos brancos, as chamadas defesas ou sistema imunitário. O ideal é iniciar o primeiro tratamento de acupuntura antes da primeira sessão de quimioterapia. A frequência de tratamento aconselhada é de uma vez por semana sendo que cada sessão dura de 45 minutos a 1 hora.


















