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Hoje, dia 7 de Abril, assinala-se o Dia Mundial da Saúde e, este ano, a OMS (Organização Mundial de Saúde) propõe-nos refletir sobre a Depressão, desmistificando esta problemática tão prevalente na atualidade. Neste sentido, a campanha mundial Let’s Talk (Vamos falar)[1] convida-nos a abordar abertamente este assunto, promovendo o conhecimento e a consciencialização de cada um e da sociedade de um modo geral.
Falemos então de Depressão…
1. O que é a Depressão?
§ A Depressão é uma doença mental e não sinal de fraqueza, contrariamente ao que muitos poderão pensar.
Se os nossos diversos órgãos podem adoecer e o cérebro é um dos nossos órgãos, por que motivo não poderia também ele adoecer?! Se achamos normal alguém ter diabetes ou ficar com gripe, por que motivo não achamos normal alguém estar deprimido?!
§ Resulta de múltiplos fatores (pessoais e contextuais; ex. desemprego, perda de uma pessoa importante), surgindo em momentos da vida em que a pessoa se sente incapaz de lidar com os desafios que encontra no seu dia-a-dia.
§ É uma das doenças mentais mais prevalentes, afetando 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
§ Qualquer um de nós pode desenvolver depressão. Não escolhe idades, estratos sociais, países ou estilos de vida. De facto, 3 em cada 4 pessoas ficam deprimidas em determinado momento, ao longo da sua vida.
§ A depressão interfere significativamente na vida da pessoa, afetando o seu funcionamento nas diversas áreas: diminui a capacidade para trabalhar, para se relacionar com a família e com os amigos, para interagir com a comunidade, prejudica a sua saúde física, …
Quando estamos deprimidos, é habitual e normal…
a) sentirmo-nos quase sempre tristes (em baixo);
b) termos menos prazer e interesse/vontade de fazer coisas que habitualmente gostamos;
c) sentirmos muita dificuldade em realizar atividades habituais do dia-a-dia, mesmo em tarefas simples;
d) afastarmo-nos das outras pessoas;
e) desenvolvermos outros sintomas psicológicos como: dificuldade de concentração e memória, dificuldade em tomar decisões, sentir-se culpado, sentir-se inútil, pensar sobre suicídio e morte, entre outros;
f) termos sintomas físicos como: alterações no apetite (aumento ou diminuição), alterações no sono (insónia ou hipersónia), cansaço/fadiga e sentir-se inquieto/agitado ou lentificado.
2. A Depressão tem solução! O que fazer?
§ A depressão tem cura!!! Pode ser tratada eficazmente através da psicoterapia, da medicação antidepressiva ou da combinação de ambas. A recuperação demora o seu tempo, mas é possível!
§ Recuperar da depressão não é uma questão de força de vontade.
Do mesmo modo que não dizemos a alguém que esteja fisicamente doente (ex. gripe) “Basta teres força de vontade”, não faz sentido dizê-lo a alguém que esteja deprimido, pois a pessoa não está deprimida por falta de força de vontade.
§ O apoio da família e amigos é fundamental para a recuperação… Acima de tudo, devemos mostrar-nos disponíveis para ouvir a pessoa e compreender as suas dificuldades, com empatia e sem crítica/julgamento. Além disso, devemos ser perseverantes e pacientes, evitando pressionar a pessoa para melhorar, dando-lhe o tempo e espaço que necessita.
Se se identificou com esta informação e acha que possa estar deprimido, o primeiro passo é falar sobre o problema com alguém em quem se confia e, sem dúvida, procurar ajuda especializada.
O Instituto do Desenvolvimento é parte da solução, disponibilizando diversos serviços que ajudarão certamente a ultrapassar este problema: além da psicoterapia e da psiquiatria/pedopsiquiatria, dispomos de valências complementares como o mindfulness, a sexologia clínica e a hidroterapia.
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e de sabedoria!
[1] Para informação mais detalhada sobre a campanha, consulte o site e o facebook da OMS e os vídeos “I had a black dog, his name was depression” e “Living with a black dog”.


















